Pular para o conteúdo principal

Elis... Sempre Elis...




se evidEncia sobre a triste e cinza dor do que passou
sorri, pois de nada vale sua vida sem o prazer de viver
e canta, canta como se nada mais no mundo importasse
sorri, pois é jUstamente este o seu dom

entre a voz, os sorrisos, os olharEs de carinho se faz inatingível e bela
única e distante
e choro e sofro a falta dEla, e do arrepio às lágrimas me comove e me eleva
(meus olhos choram a falta dos teus)
e eLa é tão clara e tão sutil, deixa que os lábios entreabertos soltem a expressão de toda a sua alma pelo som.

(meu bem, não tenha medo. No verão que vem nós vAmos à praia)
e tudo vai
volta
pende
cai
volta
e vai.

(eu tenho mais de mil perguntas sem resposta)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trivial

De onde estou, vejo as pessoas, com muita pressa, cruzarem as ruas, sem muito olhar para os lados. Talvez um 'olá' aqui outro ali, nada mais... Ser trivial não te assusta? Pra mim é tão estranho imaginar que talvez duas dessas pessoas, que agora se cruzam sem nem perceberem a presença uma da outra, um dia possam ter se amado o suficiente pra enfrentarem qualquer coisa juntas, que um dia possam ter sido as amigas mais entregues que o mundo já viu, ou talvez que uma delas tenha sido aquela única no mundo em quem a outra confiou... e agora? Agora elas com muita sorte lembram-se de dizer 'bom dia'... Será que só eu, aqui sentada na janela estou percebendo o quanto tudo isso é triste? Será que só meu coração aperta de imaginar que isso acontece também comigo, contigo e com todos nós? É normal apagar assim, sem um mínimo pesar, a presença que outrora fora tão intensa? Todas as rosas, únicas no mundo, serão um dia como todas as outras cinco mil de um só jardim? E eu não poderi...

Era uma vez..

E quem disse que eu tenho todas as respostas? Às vezes a gente só quer sentir que pode confiar em alguém, um colo, um porto... A vida ensina que o amor é poder encontrar conforto em alguém. A segurança de um café quentinho e um abraço apertado. Não acredito em contos de fada, eu acredito na realidade que eu tenho. E ela é boa.

Vazio.

Foi-se o tempo em que a página branca bastava pra que as palavras pudessem dizer por mim o que minha voz não sabe fazer... Hoje passei boa parte do meu tempo diante da folha, rabiscando, riscando, rasgando... Nada fluindo dentro de mim... Cansada de falar, de tentar, de me agarrar quase sem forças às pedras enquanto a água de tantas tormentas me arrastavam para o fundo; com as mãos cortadas, sangrando, o rosto inchado de lágrimas, as pernas vacilando de medo... De tanto cansaço acabei me deixando levar, e resolvi calar qualquer mágoa, qualquer dor; Dizem que a água salgada cicatriza, eu deixo a água lavar meu corpo sem me importar pra onde vai; Aos poucos as descargas elétricas da tempestade esfarelam partes de mim e eu sinto que alguma delas está morrendo, e outra, e outra, e outra... É curioso, me sinto cada vez mais vazia, cada vez mais sem mim e ainda assim eu sou jogada cada vez mais fundo pela maré bravia, já não dói mais, começo a me esquecer quem fui. Quem serei agora?